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Apêndice Geral Profecias Apocalipse (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo

 

O NÚMERO SETE


O número sete é o número sagrado da  cronologia divina.  Nos atos diretos de Deus, na relação de Sua Onipotência, na Sua inspiração, no culto divino por Êle ensinado aos homens e nas relações mútuas dos filhos de Deus, o número sete aparece como o número sagrado. Nisto encaramos o número sete como o número de Deus, e o número da perfeição.


O número sete foi posto em evidência bem no começo da história do mundo. Este número foi o fundamento da criação, colocado por Deus, como comprovante de que o mundo é uma obra Sua e é Sua propriedade. 


O Gênesis revela que a criação do mundo compreendeu sete dias e que estes determinaram a semana original comprobatória da perfeição das obras de Deus. E foi também nesta primitiva ocasião que Deus salientou ainda de maneira evidente e especial a importância do número sete, abençoando e santificando o sétimo dia da semana.1)


Depois da criação, salientou Deus ainda a importância do  número sete no caso de Caim, em que ele declara que, “qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado”.2)


Na revelação de Deus ao homem encontramos o número sete como o número revelador duma sequência perfeita. Vejam-se os sonhos  de Faraó das “sete vacas formosas” e das “sete vacas feias”, das “sete espigas cheias e bôas” e das “sete espigas miúdas, queimadas” e como êstes sonhos aludem cada um a um acontecimento total. Também no  caso da humilhação do rei Nabucodonosor por um período determinado, manifesto a ele num sonho, o número sete surge para expressar o tempo de sua humilhação até que se submetesse a Deus.3)


As revelações contidas no Apocalipse estão repletas do número sete, indicando inteireza em suas várias cadeias  proféticas.  Note-se: Sete castiçais, sete igrejas, sete selos, sete estrelas, sete trombetas, sete cabeças do dragão, sete cabeças da besta, sete pragas, sete lâmpadas de fogo, sete pontas, sete olhos, sete trovões, sete Espíritos de Deus.


O antigo santuário de Israel, centro do culto divino e do  plano da salvação, estava repleto do número sete. Na sua construção foram empregadas 48 tábuas e 15 varais de madeira, num total de 63, número que é divisível por sete. Continha sete jogos de cortinas como coberta e véus. 


22 ORA VEM, SENHOR JESUS (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Chegamos ao fim de nossas considerações sôbre o livro do Apocalipse. O capítulo vinte e dois, posto que pequenino, encerra o grande livro profético como também o santo cânon das Sagradas Escrituras. 


Promessas, bem-aventuranças, certeza sobre o conteúdo do livro, declaração de que o Apocalipse não é um livro selado, conselhos a justos e a ímpios, o caráter dos que não herdarão o reino de Deus, títulos de Jesus, um ardoroso chamado do Espírito Santo e da Nova Jerusalém, advertências sobre acrescentar algo ao santo livro ou tirar-lhe alguma coisa, a certeza da volta de Jesus dada por ele mesmo, a última oração da Bíblia e a graça do Senhor sobre todos os crentes — eis o conteúdo deste último capítulo do Apocalipse.


Caro leitor, depois de chegares à última palavra desta consideração do Apocalipse, terás encontrado o caminho seguro da eterna salvação em Jesus Cristo, se não o encontraste antes. Entra por este sublime caminho; anda por ele; e terás um lugar com o glorioso Salvador e com os Seus santos remidos no mundo feito novo.


O RIO E A ÁRVORE DA VIDA


VERSOS 1-2 — “E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações”.


O RIO DA VIDA


No meio da Nova Jerusalém está o “rio da água da vida, claro como cristal”, devendo ser o mesmo rio que regava o jardim edênico de nossos primitivos pais. Êle procede do trono de Deus e do Cordeiro, como uma figura de que Ambos são o manancial das águas vivas para Seus filhos.


21 NOVAS TODAS AS COISAS (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo

Depois do capítulo vinte tratar da purificação da terra pelo fogo no fim do milênio, o capítulo vinte e um trata do estabelecimento do reino de Deus na terra. As palavras da oração do Senhor não serão mais então uma promessa suplicada mas uma promessa concretizada. Um pouco mais de corajosa espectativa pelos servos fiéis de Deus, e tudo no vale da maldade se transformará em gloriosa e eterna bem-aventurança.


O capítulo apresenta, em sua maior parte, uma fascinante descrição da cidade de Deus, a Nova Jerusalém, e assenta com precisa clareza quem somente poderá nela entrar. E os redimidos da terra terão a alegria de estarem sempiternamente com o amoroso Pai celestial e com o amante o glorioso Salvador.


UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA


VERSOS 1-4 — “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma espôsa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com êles habitará, e êles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com êles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos tôda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.


20 O MILÊNIO DA PROFECIA

Profecias do apocalipse Araceli Melo

 

Este vigésimo capítulo trata do fim da grande controvérsia entre a luz e as trevas, entre Cristo e Satanás. Temos diante de nós o milênio, tema que se tornou um ponto de discussão no seio do cristianismo. 


A teologia popular pretende que o milênio ocorrerá na terra antes do segundo advento de Cristo, quando afinal todos os habitantes do mundo se converterão a Deus e serão salvos. Aqueles, porém, que sustêm a sã integridade do evangelho, ensinam o contrário desta teoria, isto é, que o milênio bíblico tomará lugar imediatamente depois da segunda vinda de Cristo, durante e depois do qual não haverá jamais chance alguma de salvação. A explanação da profecia do milênio, contida neste capítulo, dir-nos-á de que lado está a verdade sôbre esta doutrina.


A PRISÃO MILENÁRIA DE SATANÁS


VERSOS 1-3 — “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs sêlo sôbre êle, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja sôlto por um pouco de tempo”.


A AUTORIDADE DO ANJO APRISIONADOR


A descida do anjo à terra com a missão de aprisionar Satanás, evidencia que ela será cumprida. A chave e a cadeia que êle traz não são literais mas sim emblemas da alta autoridade com que o anjo está revestido para cumprir a sua missão de amarrar o arqui-inimigo do bem.


19 A VITÓRIA DE CRISTO SOBRE BABILÔNIA

Profecias do apocalipse Araceli Melo


O capítulo dezessete apresenta Babilônia no seu efêmero esplendor em sua união ilícita com os reis da terra enquanto pretende cristianismo. No capítulo dezoito é ela desmascarada, acusada de habitação de demônios e lavrada a sua condenação. Porém, o capítulo dezenove descreve a vitória total de Cristo e de Seus santos sobre Babilônia.


A primeira parte do capítulo trata do imenso regosijo que causará entre os sêres celestiais e os santos ainda na terra, a queda de Babilônia sob o poder de Cristo. A segunda parte concretiza a certeza da vitória de Cristo sobre Babilônia, e atesta que ela é, especialmente, o conjunto de duas grandes facções religiosas — o papado e o protestantismo ou primeira e segunda bestas e suas múltiplas igrejas. 


Com este capítulo encerram-se as profecias que dizem respeito à multimilenária contenda entre a luz e as trevas ou entre o bem e o mal ou entre Cristo e Satanás até à segunda vinda do Senhor Jesus.


REGOZIJO NO CÉU PELA QUEDA DE BABILÔNIA


VERSOS 1-4 — “E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia: Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; porque verdadeiros e justos são os Seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos Seus servos. E outra vez disseram Aleluias. E o fumo dela sobe para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, e os quatro animais, prostraram- se e adoraram a Deus, assentado no trono, dizendo Amém. Aleluia”.


18 A CONDENAÇÃO DA GRANDE BABILÔNIA (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo

Neste décimo oitavo capítulo a profecia trata, em primeiro lugar, de um grande esforço ou de uma poderosíssima obra para advertir da queda de Babilônia e chamar dela o povo de Deus. E a gloriosa obra será secundada pela demonstração de profusas maravilhas da graça tais ou maiores que as do pentecostes apostólico.


Em segundo lugar, o capítulo trata da condenação da “grande Babilônia” e do imenso espanto que a tôdas as classes do mundo, também condenadas com ela, causará a sua destruição. 


A maior decepção será manifesta pelos poderes que com ela fizeram aliança e pelos que se enriqueceram com as  suas mercadorias com que ludibriou o mundo cristão. 


Mas a Babilônia “mãe” não será a única a ser aniquilada. Suas filhas o serão conjuntamente com ela. E o mundo, afinal, renovado e purificado, estará, pela eternidade, livre de Babilônia e de sua prole corruptora.


O ANJO QUE ILUMINOU A TERRA COM A SUA GLÓRIA


VERSO 1 — “E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória”.


17 A IGREJA QUE SE UNIU COM ESTADO (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Ao apreciarmos a profecia do capítulo doze, verificamos que o seu tema é uma mulher cujos símbolos que a cercam a relacionam inteiramente com o seu Criador e atestam defini-la como emblema da verdadeira igreja de Deus na era cristã.


Mas, no capítulo dezessete, que agora temos diante de nós, uma outra mulher é apresentada, uma mulher “vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas”. Uma mulher que tem em sua mão “um calix de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”. Uma mulher “com a qual se prostituiram os reis da terra”; que embebeda os habitantes da terra “com o vinho da sua prostituição”; que “está embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus”. 


Uma mulher denominada de “a grande Babilônia, a mãe das prostitutas e abominações da terra”. Em fim, uma mulher que está “assentada sôbre uma bêsta côr de escarlata, que está cheia de nomes de blasfêmias, e tem sete cabeças e dez chifres”. Sim, esta mulher é tão diferente da do capítulo doze como o dia o é da noite. Enquanto aquela representa a santa igreja de Cristo no mundo, esta outra, por suas características proféticas indiscutíveis, não deixa dúvidas que designa a igreja de Roma. A exposição de todo o capítulo assegura evidentemente isto mesmo sem nenhuma  objeção aceitável  em contrário, em face da verdade.


A MULHER SÔBRE A BÊSTA CÔR DE ESCARLATA


16 AS SETE PRAGAS FUTURAS (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Antes de Deus libertar o Seu povo do cativeiro do velho Egito, fez com que dez terríveis pragas caíssem sobre aquele reino opressor dos Seus escolhidos. De igual maneira, antes do segundo advento de Cristo para redimir seu aflito povo do cativeiro dêste mundo, fará cair sete tremendas pragas sôbre os opressores de Seus eleitos. Elas serão derramadas, sim, sôbre os que tomaram sua decisão com a bêsta, sua imagem e receberam o seu sinal e oprimiram o povo de Deus. Serão o resultado da desobediência aberta aos mandamentos de Deus.


As sete pragas são agora sete luzes vermelhas de advertência à civilização atual, do supremo perigo próximo futuro. Trarão o cunho da ira de Deus, sem mescla de misericórdia, como desfêcho da história duma civilização que O desonra. Serão lançadas na terra exatamente ao fechar-se a porta da salvadora graça. Todo aquêle que as receber é digno delas; pois menosprezou o santo evangelho da graça que o poderia livrar do grande perigo; endureceu o coração com a mensagem de misericórdia e zombou do amante Salvador.


A PRIMEIRA PRAGA


VERSOS 1-2 — “E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sôbre a terra as sete salvas da ira de Deus. E foi o primeiro, e derramou a sua salva sôbre a terra, e fêz-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da bêsta e que adoravam a sua imagem”.


O TEMPO DO DERRAMAMENTO DAS SETE PRAGAS


O primeiro versículo dêste capítulo e o último do capítulo anterior, convencem de que as sete pragas serão derramadas na terra logo após a conclusão do ministério sacerdotal de Cristo no santuário, ao ter findado a divina graça pelo pecador. A mão misericordiosa que deteve a vingança não poderá mais interceder.


15 O TÉRMINO DA DIVINA GRAÇA (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Este capítulo encerra dois grandes fatos estreitamente ligados ao plano da salvação de Deus. O primeiro é uma introdução às sete pragas vindouras da ira de Deus, que assinalam o fim da graça divina. O segundo é uma grandiosa visão dos salvos vitoriosos, vistos num glorioso lugar denominado de “mar de vidro”.


Embora tão pequenino seja êste capítulo, adverte-nos solenemente quanto ao não distante derramamento dos juízos de Deus, para cujo tempo devemos nos precaver, com a devida urgência. Do outro lado, anima-nos com a maravilhosa esperança da vitória triunfal, em Cristo, sôbre os Seus e nossos inimigos perseguidores e opositores.


OS SETE MENSAGEIROS DA IRA


VERSO 1 — “E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus”.


UM GRANDE E ADMIRÁVEL SINAL


14 O ÚLTIMO APELO DE DEUS AO MUNDO (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


O capítulo quatorze é dentre todos o mais importante  do Apocalipse. Num lance ligeiro d’olhos constatamos que sua mensagem divide-se em três partes principais: Os 144.000 na glória, a tríplice mensagem angélica e a intervenção do céu na terra.


Os pormenores do capítulo dentro de suas divisões são de suprema solenidade. Em primeiro lugar, depois dos 144.000 na eterna glória, deparamos a predição da restauração do evangelho eterno ou do evangelho apostólico, num grande movimento mundial e a anunciação da chegada da hora do juízo. 


Em segundo lugar, vemos a denúncia da queda de Babilônia espiritual ou do falso cristianismo. Em terceiro lugar, deparamos a mais grave e solene advertência jamais feita aos mortais contra a adoração da besta, de sua imagem e a recepção de seu sinal. Em quarto lugar, evidencia-se um povo que guarda os mandamentos de Deus e possue a fé de Jesús. Em quinto lugar, é referida a cega da terra pela segunda vinda de Cristo. Em sexto lugar, a vindima é demonstrada cujas uvas serão pisadas no lagar da ira de Deus.


Nas entrelinhas do conteúdo do capítulo constatamos o vitorioso povo de Deus. A igreja Adventista do Sétimo Dia nêle se encontra em essência, com uma mensagem de misericórdia e de juízo ao mundo em geral. Nenhuma outra igreja, além desta, preenche e cumpre a revelação desta profecia. Todos os seus detalhes são perfeitamente enquadrados na vida e trabalho desta igreja profèticamente apontada por Deus para restaurar o Evangelho eterno que a apostasia do cristianismo fêz desaparecer.


13 A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA ERA CRISTÃ (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Este décimo terceiro capítulo cobre mais de doze séculos de intolerância religiosa e ainda conduz a um negro futuro próximo para os fiéis cristãos. Dois poderes intolerantes do mundo cristão nos deparam esta profecia. Duas bestas sem paralelo são apresentadas nesta revelação por cujos símbolos, não temos a menor dúvida, tratam respetivamente de Roma-papal e de Roma-protestante-estadunidense. Todos os detalhes desta inspiração, como veremos, enquadram-se perfeitamente na história destes dois poderes eclesiásticos romanos.


Posto que Roma-papal e Roma-protestante arroguem simultaneamente o direito eclesiástico divino, e por esta pretensão se digladiem e se acusem mutuamente, apresenta-nos o espelho infalível da revelação o verdadeiro caráter de ambas. São evidentemente apresentados como poderes perseguidores do povo de Deus. Declarações indubitáveis desta inspiração dão-nos conta da procedência ou da verdadeira origem destas duas Romas. A clareza da profecia não autoriza a encobrir a verdade, pelo que o autor não podia deixar de explaná-la com suas devidas cores, a não ser que quisesse cair no desagrado do Revelador.


I — A BÊSTA QUE SUBIU DO MAR


Uma besta sem paralelo


VERSOS 1-2 — “E eu pus-me sobre a areia do mar, vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio”.


A IDENTIFICAÇÃO DA BÊSTA


12 A IGREJA DE CRISTO NA ERA CRISTÃ (Araceli)

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O duodécimo capítulo do Apocalipse revela por meio de símbolos a tremenda batalha dos séculos entre as forças do bem e as do mal, entre a luz e as trevas, entre a verdade e o erro. Seu simbolismo claro, lembra em primeiro lugar a origem do mal, para depois tratar dos já dezenove séculos de oposição cerrada da intolerância religiosa contra a igreja de Cristo. O capítulo deixa irrecusavelmente estabelecido o fato de que, na era cristã, a verdadeira igreja cristã não é a igreja dominante e aliada aos poderes seculares, mas uma igreja perseguida, fiel, entretanto aos requisitos da Lei de Deus e do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.


Segundo a ordem da visão a igreja é apresentada num glorioso símbolo, revelando sua pureza, sua divina justiça e seu fundamento profético. O grande adversário da igreja segue-a num emblema que revela sua guerra aberta contra ela para, se possível, destruí-la. Usando os poderes apóstatas da era cristã, procura oprimir a igreja numa guerra sem tréguas, derramando-lhe rios de sangue, porém, sem conseguir fazê-la desaparecer do mundo. Todavia, findando o capítulo, é apresentada a verdadeira igreja cristã de nossa geração e sua fidelidade aos “mandamentos de Deus” e ao “testemunho de Jesus Cristo”.


O GLORIOSO SÍMBOLO DA IGREJA CRISTÃ


VERSO 1 — “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”.


UMA MULHER


O primeiro símbolo desta profecia é uma mulher vestida gloriosamente com vestes celestiais. No capítulo dezessete apresenta-se uma outra mulher vestida, não com vestes celestes, mas com roupagens e adornos humanos, a qual é simbólica da igreja apóstata aliada aos poderes civis da terra, e chamada Babilônia. Porém, a mulher do capítulo doze, é simbólica da verdadeira e pura igreja de Cristo na era cristã. Isaías já se referira, no seu tempo, à igreja, no símbolo de uma mulher.


1) E S. Paulo, confirmando Isaías, diz: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”.2) Note-se a clareza do apóstolo: A igreja — uma mulher virgem, pura aliás; e Cristo — marido, de sua igreja. Como podemos entender que a igreja seja simbolicamente esposa de Cristo quando no capítulo vinte e um do Apocalipse, é mencionada a Nova Jerusalém como Sua esposa? Isto se explica no fato de que a igreja de Cristo é referida também com os nomes de Sião ou Jerusalém e “cidade santa”.


3) A conclusão a que chegamos é que a igreja é representante da Nova Jerusalém, a verdadeira esposa de Cristo, pelo que como tal é denominada.


Com isto é-nos revelado existir entre Cristo e Sua igreja a mesma intimidade, confiança e amor que há entre esposos reais. A igreja, considerada um componente do sexo frágil, é protegida e fortalecida por seu Todo-poderoso esposo nos seus combates seculares contra os poderes do mal. Se não fora assim, a linguagem de S. Paulo seria outra.


11 A VITÓRIA DA BÍBLIA SOBRE O ATEÍSMO (Araceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Em primeiro lugar apresenta-nos este capítulo um panorama do santuário de Deus e seus adoradores. Em seguida trata das perseguições contra a igreja de Cristo pelo papado, na Idade Média, e da humilhação das Escrituras Sagradas por este poder no mesmo período. A revolução francesa vem a seguir com seus tremendos horrores e sua decidida ação ateística contra o santo livro de Deus, que por fim triunfa sobre seus inimigos.


A sétima trombeta, com seus acontecimentos que porão fim ao império da maldade na terra, é a visão por excelência deste capítulo. Todavia deparamos ainda a ira das nações modernas a despeito do anseio pela paz; o tempo do juízo e do merecido galardão aos santos; e o tempo da destruição dos que destroem a terra. Por fim descreve o profeta sua visão da “arca do concerto” de Deus, contendo o original da lei do Decálogo, vista no templo de Deus, cuja violação pelo mundo é apresentada como causa de sua próxima destruição.


A MEDIÇÃO DO TEMPLO DE DEUS


VERSOS 1-2 — “E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara, e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram. E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses”.


"LEVANTA-TE"


No versículo onze do capítulo precedente é apresentado incontestavelmente o novo movimento mundial que deveria surgir com elementos dentre os que foram decepcionados naquele ano de 1844. E, então, no versículo primeiro do undécimo capítulo, que agora apreciamos, se nos diz que o povo, que constituiria o referido e novo movimento mundial, inteirar-se-ia da questão do santuário e dele faria o centro de sua adoração.


E na verdade o povo anunciado no versículo onze do capítulo dez surgiu no devido tempo, aliás, em 1844. E,  examinando o  autor  a história das religiões, verificou que outro não pode ser este povo ou movimento senão a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que iniciou sua marcha profética exata e imediatamente depois da inesperada decepção e naquele mesmo ano de 1844. 


No capítulo quatorze encontramos provas ainda mais evidentes sobre o surgimento deste povo no tempo prefixado pela profecia e sobre a gloriosa mensagem de esperança que proclama ao mundo. Eis, pois, a igreja de Cristo, que, como reza o versículo primeiro, recebera a ordem profética de levantar-se nesta última geração da história do mundo para restaurar o puro evangelho apostólico que gira em torno do ritual do santuário celestial.


"MEDE O TEMPLO DE DEUS"


10 O GRANDE DESPERTAMENTO RELIGIOSO DO SÉCULO XIX (Araceli)

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Com este décimo capítulo chegamos a um grande despertamento religioso cristão. Já salientamos que o evangelho apostólico, depois da morte dos apóstolos, foi relegado, mormente com o advento de Constantino a princípios do quarto século, quando a igreja cristã fora elevada à categoria de igreja do Estado, tornando-se Igreja Imperial. 


E, o papado, a esse tempo, com o gérmen da apostasia grandemente desenvolvida, crescera mais e mais a ponto de tomar a liderança do cristianismo apóstata, lançar a verdade do evangelho por terra e prosperar com os ensinos das tradições humanas e alianças com os governos terrenos. A verdadeira igreja de Cristo, por longos séculos, foi perseguida pelo romanismo, sendo dizimada pelos tribunais da inquisição, por cruzadas e por chacinas inúmeras.


A situação da igreja de Cristo, por mais de doze séculos era desesperada e as trevas duma apostasia geral pairavam sobre o cristianismo nominal sob o tacão de Roma papal. Todavia, a queda do poder temporal do papado em 1798, trouxe uma era nova para o cristianismo em geral e para a civilização hodierna. Um grande despertamento religioso, nos começos do século XIX, surgiu como resultado da queda do poder opressor, e o mundo foi sacudido por uma mensagem solene e poderosa, tal como anunciada nas profecias principalmente na do capítulo que agora vamos considerar.


Notaremos que esta profecia, como uma evidência do tempo em que devia cumprir-se, acha-se inserida como um parêntesis entre a sexta e a sétima trombetas, devendo portanto cumpre-se antes do toque inicial da sétima trombeta, isto é, antes de 1844.


9 O MAOMETANISMO NA PROFECIA (Araceli)

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No capítulo anterior apreciamos a queda de Roma- Ocidental pelos acontecimentos ligados às quatro primeiras trombetas. Agora, no nono capítulo, apreciaremos a queda de Roma-Oriental ou do que restava ainda daquela dominação que foi um gravíssimo pesadelo para o mundo por muitos séculos.


Árabes e turcos são os açoites dos dois primeiros “ais” ou das quinta e sexta trombetas, numa guerra chamada “santa” de estrangulamento do poder bizantino opressor. Três principais fatos asseveram, sem contestação, representarem estas duas trombetas os árabes e os turcos: 1) Os símbolos nelas contidos que somente a estes povos podem ser aplicados; 2) o testemunho histórico que não deixa quaisquer dúvidas de que o islamismo, através destas duas nações, cumpriu precisamente a profecia; 3) a apresentação profético-matemática referente ao tempo de supremacia destes dois poderes maometanos.


Os árabes enfraqueceriam o império, causando dano a todos quantos recusassem reconhecer o profeta da Arábia e seus ensinos; os turcos, porém, atormentariam e matariam “a terça parte dos homens” numa investida de conquista do poder dos bizantinos infiéis ao Islã. Mas, a parte mais gloriosa desta profecia, reside no fato de que, ao tempo dos terríveis sucessos destas duas trombetas, haveria um povo com o “sinal de Deus” “nas suas testas”, pelo que, reza a revelação, seria protegido pela providência.


A QUINTA TROMBETA


VERSO 1 — “E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo”.


UMA ESTRÊLA CAI SÔBRE A TERRA


Na sequência das sete trombetas encontramos duas estrelas que caem. A primeira, Átila, como vimos no toque da terceira  trombeta, caiu sobre a região dos rios e fontes do império do Ocidente, sendo assim prevista a limitação das consequências de sua queda.

 

Mas, esta outra estrela que nos é apresentada na quinta trombeta, caiu na “terra”, o que indica que as consequências de sua queda seriam de caráter ilimitado, isto é, mundial.


8 O COLAPSO DE ROMA OCIDENTAL (Areceli)

Profecias do apocalipse Araceli Melo


Este capítulo inicia-se com o sétimo selo cuja corrente profética foi interrompida pelas visões do capítulo sete.


Uma nova corrente profética, composta de sete trombetas, é introduzida neste oitavo capítulo para continuar no seguinte e concluir-se nos versículos quinze a dezenove do capítulo onze. 


Nas profecias, os toques de trombetas são emblemas de guerra; e, nesta revelação, o teor da profecia já indica isso mesmo, aliás guerras de conquista e aniquilamento, movidas por poderes levantados contra o império mais opressor da história do mundo — o império romano.


O capítulo finda com uma solene advertência com relação a três “ais” ou os toques das três últimas trombetas, cujos acontecimentos seriam muito mais solenes e terríveis do que os relacionados com os toques das quatro primeiras trombetas.


A ABERTURA DO SÉTIMO SÊLO


VERSO 1 — “E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora”.


O sétimo selo é o desfecho da grande cadeia profética iniciada na era apostólica e tem que ver com um silêncio no céu quase por meia hora. No céu, em torno do trono de Deus, há constante manifestação de altos louvores ao Criador e ao Redentor do homem, como apreciamos nos capítulos quatro e cinco. 


Mas, as celestiais hosanas a Deus e a Seu Filho, cessarão um dia por quase meia hora, e todas as harpas serão postas de lado. Porquê? Que acontecimento tomará lugar para que cessem os coros e as orquestras celestiais?