O GRANDE CONFLITO: A História por traz do livro

historia do livro grande conflito

História do Livro “O Grande Conflito”

A. Introdução -- Gen. 3:15; Apoc. 12:9-10

a. Quando respondemos à pergunta: Por que cremos que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja verdadeira, as respostas normalmente caminham na direção de sua origem profética: período em que surge, mensagem que deve proclamar, profecias que são nela cumpridas (incluindo Laodiceia).

b. Contudo, devemos muito do que somos a uma forma extremamente peculiar de abordarmos a Palavra de Deus.

i. Desde o período de formação do texto do NT, a interpretação da Bíblia tem sido maculada por uma subordinação a uma tradição filosófica. Em outras palavras, na história da teologia da Igreja Cristã sempre houve dificuldades ao interpretar a Bíblia sem que lhe fosse imposta uma filosofia que servisse de base para determinar o que seria a verdade.

ii. Apenas como exemplo, o considerado maior teólogo do cristianismo, Agostinho (4º-5º séc.), usou o ferramental filosófico do neoplatonismo para construir sua teologia, especialmente a da Trindade e Escatologia.

c. Quando surgiu o avivamento espiritual liderado por Guilherme Miller, uma nova maneira de interpretar a Bíblia surgia. Miller usou apenas a Bíblia e uma concordância de Gruden em seu estudo.

d. Enquanto isso, no campo filosófico, se fazia sentir a influência de Emmanuel Kant, que categoricamente havia reduzido o conhecimento às possibilidades do mundo físico ao invés do metafísico. Surgia assim a ciência clássica e a busca da verdade através do método científico e a negação de qualquer possibilidade de conhecimento revelado.

i. Como decorrência, surgem os principais “ismos” do séc. 19, incluindo o Darwinismo, o marxismo, etc.

ii. Surge aqui a alta e a baixa crítica ao texto bíblico. A teologia passa a ser liberal, dependente de um “encontro com a divindade”.

iii. A teologia protestante está, portanto, sem foco, estrábica: ou perdida no liberalismo ou vivendo o chamado período do escolasticismo protestante.

e. Depois do Grande Desapontamento de 1844, aquele pequeno grupo de mileritas que acreditava que a data estava correta (22 de outubro de 1844), mas o evento estava errado (não era o retorno de Jesus à terra, mas o início do juízo pré-advento), começou a estudar a Bíblia de uma forma totalmente inédita. Pela primeira vez vivia-se o princípio “sola scriptura”.

i. As famosas reuniões sabáticas, realizadas entre 1847-49, inauguraram uma nova hermenêutica. Assim, o texto bíblico começou a ser buscado como fonte de verdades sem a predisposição de uma tradição filosófica que lhe ditasse as regras. Era um verso em relação a outro verso... 

ii. A ação de E. G. White e suas visões davam ao grupo de pioneiros a certeza de estarem na direção certa.

iii. É surpreendente como aqueles pesquisadores incansáveis foram reparando brecha após brecha da verdade. Intuitivamente, eles se valeram de um valor hermenêutico/filosófico diferenciado na definição das verdades distintivas que hoje chamamos de a teologia do Grande Conflito. 

Na época, o que deu ao grupo tal compreensão foi o senso de missão encontrado nas Três Mensagens Angélicas. Nessas mensagens, o drama do Grande Conflito se torna evidente à última “verdade presente”.

f. Por incrível que pareça, é essa forma de fazer teologia que nos leva a ser o único movimento religioso no planeta que considera a Bíblia como um todo, num Deus que nos criou e nos redime em Jesus. 

g. Assim, a peculiaridade da IASD é decorrente da sua Crença Fundamental nº 8.

i. Essa é a verdade que faz com que todas as outras verdades bíblicas se tornem absolutas.

ii. Essa é a verdade que promove a inter-relação e interdependência de uma verdade da outra.

iii. Essa é verdade que responde às nossas inquietudes ontológicas: quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

iv. Essa é a verdade que serve como estrutura filosófica para o estudo da Bíblia e para sua compreensão.

v. Essa é a verdade que nos dá segurança de que Deus está no controle da história, que Suas profecias sempre se cumprem e que haverá vitória no final.

vi. Se fôssemos perguntar qual seria a doutrina ou verdade bíblica mais significativa da IASD, poderíamos dizer, sem medo de errar, que é a teologia do Grande Conflito. Ver Norman Gulley, Systematic Theology - Prolegomena.

16 Lições Bíblicas Sobre Justiça pela Fé


justiça pela fe

A salvação é um tema simples. Pelo menos deveria ser. Mas a realidade é que ao longo de dois mil anos, diferentes versões do evangelho se desenvolveram dentro do Cristianismo.

Infelizmente, porque algumas dessas versões foram promovidas por figuras importantes da história cristã, versões falsas do evangelho ganharam posição e credibilidade, e confusão tem sido o resultado inevitável. 

O objetivo deste curso é estudar os elementos básicos do evangelho diretamente da Bíblia. A esperança é que através deste estudo, o processo de salvação volte a ser novamente claro e simples para o sincero estudante da Bíblia. 

SOTERIOLOGIA


O estudo de doutrinas e profecias é uma área fascinante e produtiva, e nunca deve ser negligenciada por alguém que está tentando aprender a vontade de Deus para sua vida. 

Mas subjacente a todas as doutrinas da Bíblia está o assunto de como Deus salva um pecador da culpa e da condenação e prepara esse pecador para a vida eterna em um mundo novo, onde o pecado nunca mais se levantará. 

Não deveríamos ficar adivinhando como o processo de salvação funciona. Não podemos ousar aceitar a palavra de um ser humano sobre esse assunto da salvação, não importa quão influente ou estudada essa pessoa possa ser. 

Devemos absolutamente saber por nós mesmos o que a Bíblia realmente ensina sobre a salvação. 

1 - DUAS DEFINIÇÕES DE PECADO


DEFINICOES DE PECADO 1

Antes de começarmos o estudo da Bíblia, temos que apresentar algumas questões básicas que orientarão todos os estudos que estão por vir. 

A questão central em qualquer estudo do evangelho é a pergunta simples: o que é pecado? 

O que Jesus veio fazer? 


"E lhe chamarás JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados." Mateus 1:21 

(A) _____ Jesus tornou-se um bom professor. 

(B) _____ Jesus veio salvar a humanidade perdida. 

É o pecado que faz com que estejamos perdidos, e o evangelho são as boas novas de como Deus nos salva do pecado. 

Agora, muitos de nós assumimos que sabemos o que é pecado, mas como é tipicamente verdadeiro na maioria dos casos que achamos alguma coisa sem examinar cuidadosamente, nossas suposições podem ser simplesmente não comprovadas e precisam ser repensadas com mais atenção. 

Nesse ponto, nos parecemos um pouco com um paciente que marca uma consulta médica. A coisa mais importante que o médico pode fazer por esse paciente é dar ele ou ela um diagnóstico correto do que está errado. Se o diagnóstico estiver errado, o remédio prescrito não funcionará e pode até piorar as coisas. 

Mas se o diagnóstico estiver correto, o remédio tem uma boa chance de sucesso. É exatamente o mesmo no estudo sobre salvação. Se o diagnóstico do pecado estiver correto, então o remédio do evangelho para o pecado resolverá o problema, e podemos ter garantia de salvação. 

Por outro lado, se nossa definição de pecado não é bíblica e com base em informações erradas, é provável que nosso evangelho seja igualmente não-bíblico e baseado em séculos de tradição cristã em vez da Palavra de Deus. 

A questão crucial é: Qual é a natureza do pecado pela qual o homem é considerado culpado, tão culpado que ele deve morrer no fogo do inferno a menos que seja resgatado pela graça de Deus? 

Devemos ser precisos ao definir a natureza desse pecado, para que possamos saber exatamente do que o evangelho nos resgata. Do que devemos ser perdoados? 

O que deve ser curado para escapar da morte eterna? 

2 - RESULTADO DO PECADO x PENALIDADE DO PECADO


resultado do pecado e penalidade do pecado 2

Antes que possamos entender o que realmente é o pecado em nossa experiência pessoal, precisamos parar para analisar o que aconteceu quando Adão e Eva pecaram no começo da história deste mundo. 

O que Deus fez nessa emergência, quando todos os planos de Deus para a raça humana foram alterados pelas escolhas de Seus primeiros seres criados? 

Qual foi a penalidade pelo pecado deles? 


"Da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás disto: porque no dia em que tu comeres, certamente morrerás."Gênesis 2:17 

(A) _____ Eles sofreriam dor. 

(B) _____ Eles viveriam vidas longas. 

(C) _____ Morte imediata. 

Este é um verso intrigante, porque sabemos que Adão e Eva não morreram imediatamente. Deus foi muito claro que a morte imediata seria a penalidade por sua desobediência. 

Por que Adão e Eva não morreram imediatamente? 


"... o Cordeiro morto desde a fundação do mundo."Apocalipse 13: 8 

(A) _____ Deus esqueceu o que havia dito. 

(B) _____ A morte de Jesus salvou o homem da morte imediata. 

(C) _____ Deus mudou de ideia sobre a penalidade do pecado. 

Adão e Eva não morreram no dia em que pecaram porque o Substituto foi apresentado entre a pena de morte e Adão naquele mesmo dia. Jesus Cristo tomou o lugar de Adão, e pessoalmente pagou a penalidade pelo pecado de Adão morrendo Cruz. 

Há um notável vislumbre sobre o que aconteceu no Jardim do Éden nos seguintes comentários: 

"Por que a pena de morte não foi imediatamente aplicada em seu caso? Porque um resgate foi encontrado. O Filho unigênito de Deus se ofereceu para tomar o pecado do homem sobre si mesmo, e fazer expiação pela raça caída. 

No mesmo instante em que o homem aceitou as tentações de Satanás, fez as mesmas coisas que Deus disse que não deveria fazer, Cristo, o Filho de Deus, ficou entre os vivos e os mortos, dizendo: 'Deixe o castigo cair sobre Mim. Eu ficarei no lugar do homem. 

Ele terá outra chance '... Assim que houve pecado, houve um Salvador... Assim que Adão pecou, o Filho de Deus se apresentou como garantia para a raça humana, com tanto poder para evitar a desgraça pronunciada sobre o culpado quanto quando Ele morreu na cruz do Calvário." S.D.A. Bible Commentary, vol. 1, pp.1082-1085. 

O que aprendemos é que a morte expiatória de Jesus afetou diretamente Adão e Eva e toda a raça humana. Jesus pagou a penalidade pelo pecado de Adão, exatamente como especificado em Gênesis 2:17. 

Ao fazer isso, Jesus deu a Adão e Eva e ao ser humano uma nova chance para que pudessem tomar decisões diferentes sobre obediência e desobediência. O sofrimento e a morte posterior experimentados por Adão e todos nós foi o resultado do pecado, e não a penalidade do pecado. 

A penalidade foi paga por Jesus Cristo. Adão logo ofereceu um sacrifício de cordeiro, mostrando que ele entendia que a pena de morte foi paga. Mas o resultado do pecado (a maldição do pecado) tem feito parte da existência humana até hoje. 

Toda morte significa culpa? 


"E, NAQUELE mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Pensais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Ou aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis." Lucas 13: 1-5 

(A) _____ Eles morreram por causa de seus pecados pessoais. 

(B) _____ Eles morreram porque eram piores que todos os outros. 

(C) _____ Eles morreram porque viviam em um mundo amaldiçoado pelo pecado. 

Aqui vemos que a morte não foi o resultado direto de seus pecados pessoais. Eles não eram mais culpados do que outros. A morte que eles morreram não foi a penalidade do pecado, mas o resultado do pecado, que afetou todos os que viveram nesta terra. 

O sofrimento significa culpa? 


"E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus." João 9: 1-3 

(A) _____ O homem era cego por causa de um mundo amaldiçoado pelo pecado. 

(B) _____ O homem era cego por causa do pecado de seus pais. 

(C) _____ O homem era cego porque pecou antes de seu nascimento. 

Jesus está dizendo que a cegueira não é a penalidade do pecado, mas é o resultado da maldição repousando pesadamente sobre a terra e a raça humana. Existe uma clara distinção entre a penalidade do pecado e o resultado do pecado. 

Quando podemos ter vida eterna? 


“Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” João 5: 24,25. 

Temos vida eterna quando ______________ em Jesus. 

Observe que temos vida eterna quando cremos, o que pode ser hoje. No entanto, mesmo para aqueles que acreditam hoje e têm vida eterna, eles ainda vão morrer e precisarão ser ressuscitados dentre os mortos na segunda vinda de Cristo. 

Aqui temos uma clara distinção entre a primeira morte, que Jesus chamou de sono, e a segunda morte, da qual não há ressurreição. A primeira morte é o resultado de um pecado que permeia esta terra, enquanto a segunda morte é a penalidade pelo pecado. 

Enquanto nós não podemos escapar dos resultados do pecado, podemos escapar da penalidade pelo pecado crendo em Deus. Isso significa que podemos possuir a vida eterna, mesmo quando devemos morrer a primeira morte. Assim, a primeira morte (e todo sofrimento) não pode ser a penalidade pelo pecado. 

Simplificando, a vida eterna significa que não passaremos pela segunda morte, que é a penalidade pelo pecado. Para um estudo mais aprofundado, leia 1 João 5:12,13. 

Conclusão 


Isso significa que devemos dividir a ideia básica do pecado em duas partes separadas - mal e culpa. 

O mal inclui todas as coisas que inerentemente resultam do pecado, que inclui sofrimento e morte. A culpa inclui condenação e a segunda morte. Portanto, temos duas consequências diferentes do pecado de Adão. Temos a maldição - os resultados inerentes do pecado - que seres humanos, animais e toda a natureza experimentam e que leva à primeira morte. Também temos a culpa, que apenas os seres humanos experimentam e que leva à segunda morte. 

Agora, note que a expiação de Cristo cobre essas duas consequências do pecado, porém de formas diferentes. A expiação deve lidar com a culpa, perdoando-a; já com os resultados do mal, a expiação lida recriando e restaurando o que a maldição do pecado fez. 

Complementando, o perdão pode ser nosso hoje, enquanto a recriação deve esperar até o segundo advento. O perdão não é necessário para os resultados do pecado, mas apenas para a culpa do pecado. Assim, os termos perdão, justificação, justiça, santificação, salvação, e o evangelho se aplicam particularmente à culpa e penalidade do pecado. 

Existe uma diferença fundamental entre o resultado do pecado e a penalidade do pecado. Nós não somos culpados, condenados ou perdidos por termos nascido em um mundo pecaminoso. Sim, sofremos com os muitos resultados do pecado de Adão, incluindo defeitos físicos e uma natureza decaída. Mas este não é o pecado pelo qual somos culpados ou condenados. 

O pecado pelo qual estaremos perdidos eternamente vem de outra coisa, que será o assunto de nosso próximo estudo. É por isso que ao mesmo tempo que não há culpa aplicada a um gato que tortura um rato até a morte, consideramos um ser humano culpado por torturar alguém. 

O gato está simplesmente seguindo seus instintos - sua natureza decaída - sem nenhum conhecimento do certo e do errado, enquanto os seres humanos podem ser considerados culpados por causa de uma escolha consciente de fazer o que é errado. 

Todos os animais e seres humanos sofrem por causa dos resultados do pecado, mas eles não são condenados automaticamente por causa desses resultados. A culpa se aplica apenas à moral responsabilidade pelas escolhas feitas. A culpa exige conhecimento prévio e intencional rebelião.

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3 - PECADO COMO ESCOLHA


PECADO COMO ESCOLHA 3

É realmente verdade que a culpa é o resultado da escolha pessoal e não o resultado do nosso nascimento como filhos de Adão? 

A Bíblia ensina mesmo que pecado, culpa, e condenação vem da escolha, e não do fato de termos nascido na família humana assolada pelos resultados herdados do pecado? 

Como sabemos o que é o pecado? 


"...Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. ...Porquanto sem a lei [estava] morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri." Romanos 7: 7-9 

(A) _____ Sabemos o que é pecado, porque o sentimos. 

(B) _____ Sabemos o que é pecado, porque a lei nos diz o que é. 

(C) _____ Sabemos o que é pecado, porque nascemos pecadores. 

É o conhecimento da lei de Deus que nos torna pecadores aos olhos de Deus. Nós pecamos quando sabemos qual é a vontade de Deus e escolhemos não obedecer. 

4 - E O PECADO ORIGINAL?


o pecado original 4

Se a Bíblia não ensina que somos pecadores por natureza, condenados e perdidos por termos nascido em um mundo de pecado, por que o pecado original se tornou a crença predominante entre a maioria dos cristãos protestantes e católicos? 

É verdade que assim como acontece com a maioria dos erros doutrinários, existem alguns textos que parecem apoiar a doutrina do pecado original. Esta lição examinará esses textos, para ver se eles realmente ensinam que nascemos condenados e perdidos. 

O que significa "em pecado"? 


“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” Salmo 51: 5 

Este texto diz que nascemos condenados e perdidos? __________ 

Observe que Davi não diz que ele era um pecador desde o nascimento. Existem algumas versões da Bíblia que trazem a palavra ‘pecador’, mas essa é uma interpretação teológica, e não a correta tradução. 

Onde mais Davi poderia ter nascido, exceto em iniquidade e pecado? Sua mãe e pai eram pecadores, e ele nasceu com dor por causa do pecado de Adão e Eva. Davi nasceu em um mundo pecaminoso e de pais pecadores. 

Se acontecesse de uma criança nascer em uma família de ladrões, onde o roubo fosse praticado e ensinado pelos pais, ele nasceria em roubo, mas isso por si só faria dele um ladrão? 

Da mesma forma, nascer em pecado não constitui automaticamente um pecador perdido e condenado. Isso significa que desde o nascimento as circunstâncias desse alguém são extremamente indesejáveis, e é mais provável que alguém acabe pecador. 

Somos "filhos da ira"? 


"... e éramos por natureza filhos da ira." Efésios 2:3 

Este texto diz que nascemos condenados e perdidos? _________ 

Este texto diz claramente que nossa natureza decaída nos leva a merecer nada menos que ira. Nosso equipamento não é justo, e a única resposta justa à essa natureza é destruição. 

O que herdamos de Adão definitivamente não é nada bom. Precisamos buscar um pouco mais por uma solução nas Escrituras. 

Nascemos condenados? 


“Pois assim como por uma só ofensa [veio o juízo] sobre todos os homens para condenação.” Romanos 5:18 

Este texto parece dizer que todos os homens estão condenados? _________ 

Este texto afirma de maneira inequívoca que todos os homens são condenados por causa do pecado de Adão. 

É exatamente isso que o texto diz. Mais uma vez, precisamos pesquisar as Escrituras um pouco mais. Existem alguns textos bastante únicos no Novo Testamento que falam sobre a obra de Cristo por toda a raça humana. 

Esses a seguir são alguns deles. 

Cristo morreu por todos os homens? 


"Se um morreu por todos, logo todos morreram." 2 Coríntios 5:14 

(A) _______ Cristo morreu apenas pelos justos. 

(B) _______ Cristo morreu por todos. 

Num sentido muito importante e especial, a morte de Cristo afetou todos os seres humanos. Isso inclui Adão e Eva, Caim e Hitler. 

De certa forma, todos morreram por causa da expiação de Cristo. 

Que outros textos dizem coisas semelhantes? 


“... que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos que creem.” 1 Timóteo 4:10 “ E ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não apenas pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.” 1 João 2: 2 “Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo, não lhes imputando seus pecados.” 2 Coríntios 5:19 

A obra redentora de Cristo inclui não apenas os pecados daqueles que se arrependeram e creram em Cristo, mas o que Ele fez foi algo que abrangeu todos os pecados que já foram cometidos no mundo todo. 

O trabalho da expiação foi um trabalho de reconciliação – removeu as barreiras que eram impedimentos à comunhão e ao amor. Em outras palavras, não havia obstáculos da parte de Deus à restauração do homem à unidade e harmonia edênicas. 

Agora, a única barreira seria da parte do homem, se ele se recusasse a aceitar o que Cristo havia feito por ele. 

O que todos os seres humanos recebem de Cristo? 


"Pois assim como por uma só ofensa [veio o juízo] sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça [veio a graça] sobre todos os homens para justificação de vida.” Romanos 5:18 

Agora vamos voltar ao texto que fala mais claramente do dano que Adão fez à raça humana, mas desta vez devemos ler tudo sobre o versículo. 

Quantos foram condenados por causa do pecado de Adão? Todos os homens. 

E aqueles que nunca ouviram falar de Adão e que nunca ouviram falar do registro bíblico da criação e da queda? Eles ainda nascem sob condenação? Todos os homens –a raça humana – foram legalmente destruídas pelo pecado de Adão. 

Independentemente do conhecimento ou escolha, todo ser humano estava condenado pela rebelião de Adão. Mas essa é a história toda? É exatamente num verso específico que podemos ver o cenário todo. 

Não somente todos os homens foram afetados pelo pecado de Adão, mas todos foram afetados pela vida e morte de Cristo. Os mesmos "todos os homens" que foram condenados pelo pecado de Adão foram libertos da condenação pela justiça de Cristo. 

Simplificando, o que Adão fez com a raça humana, Cristo desfez na mesma raça humana. Mas e aqueles que nunca ouviram falar de Cristo e do registro bíblico da expiação? 

Eles ainda recebem o presente gratuito? 

Todos os homens - a raça humana - foram legalmente reconciliados com Deus através da vida e morte de Cristo. Independentemente do conhecimento ou escolha, todo ser humano foi reconciliado pela expiação de Cristo. A palavra "justificação" neste versículo tem o significado de "absolvição", sendo a pessoa inocentada das acusações. 

Em Romanos 5 toda a humanidade é absolvida da justa acusação de rebelião que havia sido feita contra toda raça humano. Em outras palavras, a raça - e todos os indivíduos da raça - não estão mais sob condenação. 

A condenação corporativa através de Adão é cancelada por meio da absolvição corporativa através de Cristo. Por causa do pecado de Adão, sofremos sob muitas das maldições do pecado, uma das quais é termos herdado uma natureza decaída, mas isso por si só não constitui separação, condenação ou perdição. 

Conclusão 


Agora sim, somos capazes de enxergar o cenário todo. Se é verdade que somos todos condenados por Adão, é infinitamente mais importante ressaltar que todos nós somos libertos dessa condenação por meio de Cristo. 

Se a primeira parte é verdadeira, então a gloriosa verdade é que a segunda parte é igualmente verdadeira. Assim como Adão condenou todos os homens, Jesus libertou todos os homens da condenação, ambos sem envolvimento pessoal ou escolha, e ambos no mesmo instante de tempo. 

Todos os seres humanos receberam uma segunda chance para que pudessem decidir o que fazer com o dom da salvação pessoal, aceitar ou rejeitar. Alguns acreditam que os textos sobre o primeiro Adão são suficientes para provar que todos nascemos sob condenação por causa do pecado de Adão. 

Mas apenas essas declarações não são suficientes para provar essa crença. Para provar que é verdade que nascemos como pecadores perdidos, precisaríamos de um texto que dissesse claramente que estamos condenados por causa do pecado de Adão. Sem uma afirmação assim, não há suporte algum para crermos que nascemos pecadores perdidos. 

A realidade prática de tudo isso é que ao mesmo tempo em que nascemos em um mundo pecaminoso com uma natureza caída, não nascemos pecadores perdidos. Mais tarde nos tornamos pecadores perdidos voluntariamente escolhendo pecar quando sabemos a diferença entre certo e errado. Infelizmente, todo um sistema evangélico é baseado na falsa crença de que nascemos pecadores. 

Esse falso evangelho muda os ensinamentos bíblicos sobre justificação, santificação e nossa presente garantia de salvação. Através de um diagnóstico correto do que realmente é o pecado, estamos livres para estudar a Bíblia ainda mais para entender como a salvação realmente funciona. O evangelho está cheio de boas novas do começo ao fim. Bom estudo!

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5 - O VERBO SE FEZ CARNE


O verbo se fez carne 5

Pergunta: Por que devemos estudar nos nossos dias o assunto de Cristo ter vindo ao mundo como um ser humano? 

Resposta: Porque praticamente tudo o que precisamos saber sobre salvação e justificação pela fé podem ser aprendidas por um estudo cuidadoso da vida de Cristo. 

A maioria dos mal-entendidos sobre como uma pessoa é salva podem ser facilmente esclarecidos estudando como Cristo veio ao nosso mundo, como Ele viveu em seu dia-adia, e como Ele enfrentou as tentações de Satanás. 

Portanto, estudaremos o assunto mais importante do mundo nas próximas quatro lições. 

Que tipo de homem era Jesus? 

Que natureza Ele tomou? 

Em quais aspectos Ele era como nós, e em quais aspectos era diferente?

Podemos realmente viver como Ele, ou isso é completamente impossível? 

6 - CRISTO TOMOU NOSSA NATUREZA


cristo tomou nossa natureza 6

Muito debate se concentrou em se Jesus adotou nossa natureza decaída ou a natureza de Adão antes da queda. Mesmo que isso possa parecer um ponto sem importância, realmente tem implicações tremendas para o tipo de vida que podemos viver dia a dia. 

Que tipo de ser humano era Jesus? Que tipo de herança Jesus recebeu de Maria? Ele estava isento das leis da hereditariedade a que nós estamos sujeitos ao nascer? Sua natureza O levou ao pecado como a nossa? 

Que carne Jesus tomou? 


"Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne." Romanos 8:3 

Verdadeiro __ Falso __ Jesus veio em semelhança de carne pecaminosa. 

A primeira coisa a entender é que a palavra "carne" neste texto e em muitos outras referências do Novo Testamento, significa natureza caída como a conhecemos na nossa própria natureza. 

Refere-se ao equipamento básico que todos herdamos como resultado do pecado de Adão. Carne pecaminosa neste versículo significa a natureza caída que todos compartilhamos a partir do nosso nascimento. Mas o que significa quando lemos que Cristo veio "à semelhança da carne do pecado”? 

7 - SEM HÁBITOS PECAMINOSOS


habitos pecaminosos 7

Por mais importante e reconfortante que seja entender que Jesus tomou nossa natureza caída quando Ele veio ao nosso mundo, há outro aspecto da Encarnação que devemos estudar para entender corretamente como Ele viveu enquanto tomou a forma humana. 

Jesus realmente era diferente de nós de várias maneiras, e devemos entender essas diferenças se quisermos ter uma imagem equilibrada da Encarnação. Erros modernos no estudo da Encarnação geralmente têm sido os resultados de enfatizar demais tanto as diferenças entre nós e Cristo, bem como as semelhanças entre Ele e nós. 

De onde Cristo veio? 


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu: ... e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9: 6 

(A) ______ Jesus começou em Belém. 

(B) ______ Jesus é o Pai da eternidade. 

(C) ______ Jesus teve um começo em algum momento. 

Este texto surpreendente nos diz que é apropriado chamar Jesus de Pai eterno. Embora não possamos entender isso completamente, isso nos diz que Jesus existia por toda a eternidade, assim como o Pai. Essa é a diferença mais significativa entre Jesus e seres humanos. 

8 - COMO JESUS FOI TENTADO?


como jesus foi tentado 8

Com base nas três lições anteriores, agora podemos chegar a algumas conclusões práticas. Queremos saber que diferença tudo isso faz para o nosso dia a dia. 

Sou tentado constantemente, por tentações externas e internas. Como a vida de Jesus me ajuda nessas minhas lutas diárias? Aqui é onde começamos afazer uma conexão entre nosso assunto em geral e a justificação pela fé. 

Como Jesus foi tentado? 


"Porque não temos um sumo sacerdote que não possa ser tocado pelo sentimento das nossas fraquezas; porém, [um] que, como nós, em todos os pontos foi tentado, mas sem pecado." Hebreus 4:15 (KJV) 

(A) _____ Jesus foi tentado de maneira parecida com a qual somos tentados. 

(B) _____ Jesus não pecou porque não teve nossas tentações. 

(C) _____ Jesus foi tentado da mesma maneira que somos tentados. 

Iniciamos este estudo com o texto mais importante sobre esse assunto. Aqui aprendemos que nosso Sumo Sacerdote está muito próximo de nós e é muito solidário com nossas lutas. 

Ele pôde ser "tocado" por nossas fraquezas, porque Ele lutou com as mesmas fraquezas. Jesus foi tentado em todos os pontos, como somos tentados. Como a maioria das minhas tentações surgem dos impulsos e clamores da minha natureza caída, se Jesus não tomou essa natureza, então Ele teria sido tentado por formas diferentes das quais eu sou tentado, e consequentemente, Ele não poderia ser tentado em todos os pontos em que sou tentado. 

Ele não poderia ser tentado pelas minhas tentações de egoísmo, orgulho, raiva, desânimo, luxúria, apetite, descuido, rebelião e uma série de outras tentações que surgem da minha natureza caída. 

Mas este texto diz que o fato de Jesus viver sem pecado não foi por Ele ter evitado 90% das minhas tentações por não ter tomado uma natureza caída, mas Ele viveu sem pecado, apesar de ser tentado da mesma maneira em que sou tentado. 

Que tremendo encorajamento essa realidade deve ser para nós que vivemos a vida inteira lutando contra uma natureza que quer nos destruir. Por causa de Cristo ter vindo viver conosco, e ter tomado nossa natureza, podemos ter a gloriosa esperança de que o pecado e fracasso não são resultados inevitáveis por termos nascido em um mundo pecador e com natureza caída. 

O que Jesus não fez? 


"Não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou." João 5:30 "Porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." João 6:38 "Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." Lucas 22:42 

(A) _____ Jesus não realizou Sua própria vontade. 

(B) _____ Jesus fez o que Sua vontade lhe mandou fazer. 

(C) _____ Jesus fez a vontade de Seu Pai. 

Duas respostas corretas 

Por que seria necessário Jesus dizer isso se Sua vontade era perfeita e poderia confiar nela implicitamente, visto ser possuidor de uma natureza perfeita? 

Adão antes da queda não teria que fazer esta oração, porque sua vontade e a vontade de Deus estavam em harmonia perfeita. Não seria de se esperar que Jesus buscasse tanto Sua própria vontade quanto a vontade do Pai, uma vez que, de natureza não caída, seria de se esperar que as vontades coincidissem?

Mas encontramos essa surpreendente oração de Cristo repetidas e várias vezes em Seu ministério. Está claro que Jesus viu uma diferença entre Sua vontade e a vontade de Seu Pai. 

E se Jesus tomou nossa natureza caída, então esta oração é natural e facilmente compreendida. Nossa vontade faz parte de nossa natureza caída e, por si só, nossa vontade nos leva afazer más escolhas. De fato, nossa vontade é provavelmente o maior problema com que temos de lidar diariamente. 

Quando a vontade é entregue a Deus, nós obedecemos. Quando a vontade não se rende, desobedecemos. É apenas negando nossa própria vontade que podemos ter um relacionamento com Deus. A verdade disso tudo é que devemos fazer essa mesma oração de Cristo todos os dias de nossas vidas. O texto a seguir pode ser útil nesse momento do estudo.

"A vontade humana de Cristo não O teria levado ao deserto da tentação, ao jejum e a ser tentado pelo diabo. Não O teria levado a sofrer humilhação, desprezo, censura, sofrimento e morte. Sua natureza humana encolhia-se de todas essas coisas tão decididamente como a nossa se encolhe diante delas ... O que Cristo viveu para fazer? Viveu para fazer a vontade de seu Pai celestial." Signs of the Times, 29 de outubro de 1894 

A vontade de Jesus e Sua natureza, em si mesmas e por si mesmas, não estavam em harmonia com a vontade de Deus. Era o trabalho diário de Cristo negar a vontade e a natureza que Ele herdara de Sua mãe, e viver para fazer a vontade de Seu Pai. A experiência diária de Jesus na justificação pela fé é exatamente a mesma experiência que devemos ter. 

O elemento-chave da nossa caminhada cristã diária é entregar nossa vontade e desejos a Deus, e substituir nossa vontade caída pela vontade de Deus; em outras palavras, o Santo Espírito controlando nossas vidas. Então tudo o mais na caminhada cristã se ajeita com bastante facilidade. 

Realmente é fácil obedecer a Deus quando a vontade foi entregue a Ele. Jesus veio a esta terra para nos mostrar como lidar com nossas fraquezas e tentações, e nossa principal fraqueza é nossa vontade defeituosa. Se Jesus realmente veio para viver em nosso nível, Ele deve viver da maneira que vivemos. 

Jesus nosso Salvador verdadeiramente experimentou nossos sentimentos, desejos e tentações. Ele sabia como era sentir a tentação de se rebelar contra Deus, e essa tentação surgiu de dentro de sua natureza. Jesus teve que enfrentar a batalha como nós. Ele deve "combater o combate como qualquer filho da humanidade o tem de fazer, com risco de fracasso e ruína eterna." O Desejado de Todas as Nações, p. 49 

Por que Jesus foi tentado dessa maneira? 


"Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados." Hebreus 2:18 

(A) _____ Jesus foi tentado para satisfazer Satanás. 

(B) _____ Jesus foi tentado para nos socorrer. 

(C) _____ Não sabemos por que Jesus foi tentado. 

A palavra "socorrer" significa ajudar, fortalecer e incentivar. Jesus foi até as profundezas da tentação, para nos mostrar uma saída do fracasso e do desespero. Ele veio viver em nosso nível para nos dar esperança. 

Por causa de Sua vitória sobre Sua natureza e vontade, Ele pode nos ajudar com nossas lutas idênticas. 

Qual deve ser a nossa atitude? 


"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." Hebreus 4:16 

(A) _____ Devemos ter medo de nos aproximar de Deus. 

(B) _____ Não sabemos se Deus nos ajudará. 

(C) _____ Sabemos que podemos encontrar graça e ajuda de Deus. 

Por Cristo ser verdadeiramente nosso Irmão mais velho, e ter passado por nossas lutas cotidianas, podemos ter plena confiança de que em Seu nome podemos nos achegar ao próprio trono de Deus, e saber que nossas necessidades serão supridas. 

Porque Cristo tomou nossa natureza, e foi tentado em todos os pontos como somos, todo o medo se vai, e podemos ter certeza que existem respostas para todos os nossos problemas aparentemente insolúveis. Conclusão: Jesus venceu pela dependência do poder do seu Pai. 

Ele não fez uso de Seus próprios poderes ou do poder de uma natureza não caída. 

"E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja livremente facultado." O Desejado de Todas as Nações, p.12. 

O poder de uma natureza sem pecado não é oferecido a nós. Para Adão, era natural fazer o certo. Para nós, é natural fazer o que é errado. Se o poder da natureza não caída de Adão estivesse sobre Jesus, esse teria sido um poderoso artifício não facultado (oferecido) livremente a nós. 

A vitória de Jesus foi notável, não porque, como Deus, Ele agiu como Deus, mas porque como homem Ele não agiu como qualquer outro homem. Jesus viveu uma vida que Satanás disse que não poderia ser vivida. Ele viveu uma vida que devia ser impossível de viver. 

Se Jesus viveu uma vida sem pecado em outro nível que não o nosso nível decaído, a pergunta permaneceria: "O que isso prova?" Se Jesus tivesse vindo com uma natureza perfeita, teria feito uma ponte sobre o abismo entre Deus e homem, mas o abismo entre o homem não caído e o homem caído ainda precisaria ser superado. 

Se, no entanto, Jesus tomou a nossa natureza caída, então atravessou todo o abismo até o homem caído em sua extrema necessidade de Deus. Os resultados práticos deste estudo é que agora sabemos como a salvação funciona. 

Podemos experimentar a justiça pela fé, olhando para Cristo. Ele venceu através da submissão e oração diária. Ele deixou o Espírito Santo controlar Suas decisões diárias. E todo membro da família humana pode acessar o poder de Deus, assim como Jesus fez. Cristo: 

"... apoiou-se no trono de Deus, e não existe homem ou mulher que pode não possa ter acesso ao mesmo auxílio, pela fé em Deus. O homem pode tornar-se participante da natureza divina." Mensagens Escolhidas,Vol. 1, p. 408 

Nosso Salvador e Senhor é nosso substituto e nosso exemplo. Ele nos dá tanto a certeza da salvação como o poder de viver acima do pecado. Ele demonstrou que não precisamos mais viver em rebelião. Jesus provou que com Deus o impossível é possível. 

Por causa de Jesus, nosso futuro é brilhante e cheio de esperança. Pois a partir da vitória de Cristo em nossa natureza caída, o caminho está agora preparado para Deus fazer o impossível em nós. 

O que é totalmente impossível do ponto de vista humano é simplesmente a oportunidade de Deus para realizar o impossível mais uma vez. Se realmente queremos saber o que é a justiça pela fé e como ela funciona, tudo que precisamos fazer é nos demorarmos em contemplar a Jesus. É tão fácil permitirmos que a pressão da vida diária obscureça nossa visão dEle. Você vai separar mais tempo para contemplar mais a Jesus?

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9 - NOS DECLARA JUSTOS


declarado justo 9

Somos todos pecadores. Não por nascimento, herança ou azar, mas por nossa própria escolha de fazer as coisas do nosso jeito, em vez do jeito de Deus, o único caminho de felicidade e Paz. 

Isso significa que todos nós, por mais cultos ou refinados que possamos ser, estamos condenados e perdidos. Somente quando reconhecemos esse fato básico da vida é que temos alguma esperança de algo melhor. 

Por nossas próprias escolhas, merecemos ser excluídos para sempre da vida que foi originalmente planejada para a raça humana. Somente quando percebermos nossa situação desesperadora é que buscaremos a Deus para que sejamos libertos. 

10 - A EXPERIÊNCIA DA JUSTIFICAÇÃO


a justificação 10

Assim como em todos os aspectos cruciais da salvação, Satanás forneceu uma justificação falsa, uma contrafação, onde a salvação é prometida, mas não entregue. 

Assim como existiam falsos evangelhos disfarçados de verdadeiros nos dias de Paulo, da mesma forma temos falsos evangelhos hoje prometendo aquilo que não podem cumprir. 

E multidões de cristãos sinceros compraram a versão de Satanás, porque parece muito bom. Do que se trata essa falsificação popular da verdadeira justificação? Basicamente, é limitar a justificação até somente a lição anterior (9) que já vimos juntos, restringir e limitar a justificação ao fato de Deus nos declarar justos. 

Em outras palavras, está apresentando o evangelho pela metade. Muitos cristãos acreditam que a justificação se limita a somente em perdoar, esquecer os pecados cometidos e declarar alguém justo. Nesta lição, veremos que há outro aspecto vital da justificação. Sem essa dimensão, a justificação é superficial e insatisfatória. 

Qual é o segundo aspecto da justificação? 


"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna." Tito 3: 5-7 

(A) _____ Justificação envolve ser regenerado. 

(B) _____ A justificação envolver ser renovado. 

(C) _____ A justificação é somente ser declarado justo. 

Duas respostas corretas Observe atentamente como Deus nos salva. O lavar da regeneração não se refere às águas do batismo, mas se refere ao lavar do coração. Essa é uma experiência do coração - uma transformação completa. Isso acontece na mente. 

Muda meus valores e minhas atitudes. O Espírito Santo renova minha mente. Não sou mais centrado em mim mesmo; agora sou centrado em Cristo e no próximo. Agora eu tenho a mente de Cristo. Quando esse lavar da renovação tiver sido realizada por Cristo e pelo Santo Espírito, então estou justificado e salvo.

Perceba, há mais na justificação do que ser perdoado por pecados passados. É justificação experimentada na vida interior. É crucial que entendamos que a justificação segue, ou seja, vem depois de ter havido a regeneração e a renovação. 

11 - DECLARADOS SANTOS


declarados santos 11

Justificação e santificação são termos para descrever duas partes do processo de salvação. É extremamente importante entender a relação que existe entre esses termos e o estado daquele que deseja ser salvo pela morte expiatória de Jesus Cristo. 

Como é o estado daquele que foi declarado salvo? 

Qual o papel da santificação no processo de salvação? 

Dois diferentes evangelhos surgem de duas respostas a essa pergunta. 

Vamos examinar a evidência inspirada sobre a santificação.

O que significa "santificar"? 


"E Deus abençoou o sétimo dia, e o santificou; porque que nele descansou de toda a sua obra que criara." Gênesis 2:3 

(A) _____ Adão santificou o sétimo dia. 

(B) _____ Deus santificou o sétimo dia. 

(C) _____ Deus abençoa aquilo que Ele santifica. 

Duas respostas corretas O significado mais básico da santificação é "separar para um uso santo". 

Quando Deus terminou de criar a terra e toda a vida, separou o sétimo dia como um memorial de Seus atos criativos. Deus colocou Sua bênção especial neste dia, porque era para ser separado o tempo todo para a raça humana usar de maneira sagrada. 

12 - A EXPERIÊNCIA DA SANTIFICAÇÃO

A Santificacao 12

O que estudamos na lição 11 sobre santificação talvez não seja muito familiar para nossa mente. Mas nesta lição, examinaremos o segundo aspecto da santificação que conhecemos melhor. Na maioria das vezes pensamos na santificação como o processo crescente em que andamos com Cristo diariamente depois de termos sido convertidos. Vamos estudar exatamente esse aspecto tão familiar para nós. 

Qual é a vontade de Deus para nós? 


"FINALMENTE, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais. ...Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação." 1 Tessalonicenses 4:1,3 

(A) _____ A santificação é uma experiência que ocorre uma vez.

(B) _____ A santificação é uma experiência crescente. 

(C) _____ Paulo não estava interessado em santificação. 

Paulo estava profundamente preocupado para que os membros das igrejas que ele havia estabelecido não permanecessem apenas no estágio inicial do cristianismo, mas crescessem e desenvolvessem um caráter cristão forte. 

Esse é o aspecto da caminhada diária da santificação. A santificação é uma experiência crescente, na qual entendemos mais e mais da vontade de Deus, e nosso caráter cresce correspondentemente.