38 Qual a origem do Natal no dia 25 de dezembro?

origem do natal



Consultoria Bíblica 


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38.A - Natal - Palavra originária do latim “natalis” que significa nascimento ou dia de aniversário, do nascimento. Para o mundo cristão, é o dia do nascimento de Cristo. É o feriado mais importante da cristandade. Nasceu Jesus dia 25 de dezembro?


Não existe nenhuma informação na Bíblia sobre a data do nascimento de Jesus. Mesmo em fontes históricas insuspeitas, não há elementos suficientes para que se possa fixar o dia e o mês do nascimento de Cristo.


JOHN DAVIS declarou que a data de 25 de dezembro para o nascimento de Cristo começou no Séc. IV, sem autoridade que a justificasse.


O MANUAL BÍBLICO DE HALLEY confirma o que John Davis afirmou, e diz ainda mais: ‘No oriente, era o dia 06 de janeiro. 


O fato de se agasalharem os pastores com o seu rebanho ao ar livre da primavera ao outono, e não no inverno, sugere que Jesus não podia nascer nesta estação fria.


A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA se inviável a data de 25 de dezembro para o nascimento de Jesus, e também afirma: “As igrejas orientais fixaram-se no dia 6 de janeiro e acusaram os ocidentais por celebrarem o natal no dia 25 de dezembro, mas no fim do 4º século, o dia 25 de dezembro também foi adotado no Oriente.”


Alguns estudiosos da Palestina são unânimes em afirmar que o nascimento de Cristo não podia ter sido em 25 de dezembro, pelo fato dos pastores estarem pernoitando no campo com seus rebanhos. 


Para eles, o nascimento de Cristo foi no mês de abril ou em outubro.


1ª Conclusão: Ainda que o dia exato seja por nós ignorado, a realidade do Seu nascimento é um fato histórico de profunda significação para nós. Não importa a data, importa apenas que Ele se fez carne e habitou entre nós.


38.B - Por quê, então, esta data foi escolhida para a comemoração do natal?


A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA, ao falar do nascimento de Jesus, declara: em 354, nas igrejas Ocidentais, incluindo a de Roma, celebrava-se o natal em 25 de dezembro, era uma data erroneamente dada como o solstício do inverno, em que os dias começam a aumentar, data da festa central do mitraísmo, o “natalis invieti solis” ou “aniversário do sol invencível”.


Ao se afastar de Deus, o homem cria os seus próprios cultos, e destes, o que mais se destacou entre os pagãos, foi o culto ao deus do sol, por ser a fonte suprema de energia e o causador da fecundidade. 


Os nomes históricos revelam esta idolatria ao sol. Por exemplo: Faraó significa “Sol”, Belsazar = Príncipe de Bel. Sol; Nabucodonosor = o sol protege minha coroa.


A história confirma que o imperador Constantino, o Ano 313 D.C. adotou o cristianismo como sua religião, esse fato levou os dirigentes da igreja a racionalizarem; tornou-se uma boa política que se transformasse as festas mais populares dos pagãos em festas cristãs.


Entre os romanos, o Carnaval era de 17 a 24 de dezembro, e o dia religioso para eles, era o culto ao deus Sol. Por isto, os cristãos da época associaram Cristo como o “Sol da Justiça”, a “Luz do mundo”, para que fosse lembrado o Seu nascimento no dia do culto pagão ao Deus Sol. 


Por tudo isso posto, foi escolhido a data de 25 de dezembro para o Natal.


38.C - Qual a origem da árvore de natal?


Sua origem é controvertida, mas os pesquisadores falam de Martinho Lutero, o reformador, como o seu introdutor. Em uma noite de Natal, caminhando por uma estrada de pinheiros, contemplou embevecido milhares de estrelas brilhando, por entre os galhos cobertos de neve. 


A sublimidade daquele quadro o levou a tomar um galho de pinheiro e levar para casa. Após enfeitá-lo com velas acesas, mostrou aos filhos, a fim de que também desfrutassem da sua beleza.


Para outros, este costume vem do século passado, teria originado-se nos países nórdicos, e daí se espalhando para o mundo.


A árvore, dizem significar a paz, a alegria e a esperança de uma vida melhor.


38.D - Como surgiu o Papai Noel?


NOEL quer dizer Natal, em francês.


Sem mencionar nomes ou datas, as fontes históricas nos dizem que nasceu como o “São Nicolar”, que os holandeses levaram para a América do Norte. 


Este personagem fictício, viajava de trenó, entrava pela chaminés das lareiras e colocava presente nos sapatos das crianças. Essa ficção foi crescendo e adquirindo as características que hoje conhecemos.


Devemos nos acautelar para que elas não tomem o lugar principal, do “aniversariante”. O Natal é de Jesus, e não do Papai Noel, lembremo-nos disso.


38.E - Por que Jesus não nasceu séculos antes de sua época, ou mesmo em nossos dias?


A Bíblia responde, em Gálatas 4:4 - “Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de recebermos a adoção como filhos.”


“Na plenitude dos tempos”- essa expressão quer dizer no tempo certo, no melhor momento.


O nascimento de Jesus foi predito já no Éden. Adão e Eva esperavam que o seu primogênito já fosse o Libertador. As mulheres do povo de deus, diz-nos o Antigo Testamento, se preparavam e pensavam: “Serei eu a privilegiada de dar à luz ao Messias?”.


Séculos após os séculos se passaram, silenciaram-se as vozes dos profetas, mas como as estrelas tem o seu espaço num vasto circuito não sem orbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança, na plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho.


A Providência havia dirigido o movimento das nações e o impulso e influência humanas até que o mundo todo se achasse maduro para a vinda do Libertador;


- As nações estavam unidas som um mesmo governo: o Romano;


- Falava-se apenas uma língua, a qual era por toda parte reconhecida como a língua da literatura;

- De todas as terras os judeus e a dispersão reuniam-se em Jerusalém para as festas anuais, e ao voltarem para seus lugares de origem, podiam espalhar por todo o mundo a mensagem da vinda do Messias;


- O homem estava descrente em termos de religiosidade - ansiava por uma saída melhor;


- Os sistemas pagãos estavam perdendo a supremacia e domínio;


- Os homens haviam se cansado de aparências e de fábulas;


- As pessoas queriam luz, conhecimento do Deus vivo;


- Não apenas um povo clamava pela vinda do Libertador, e sim o grande coração da humanidade;


- Há séculos, as Escrituras haviam sido traduzidas para o grego;


- A degradação da humanidade através dos anos pedia a vinda de um Redentor; 


- Era desígnio de Satanás impedir o homem de conhecer o grande amor de Deus e a Sua Vontade; deixá-lo longe dEle. 


Satã queria formar seu próprio reino. Imaginava, assim, esgotar a paciência de Deus, abalar de tal maneira seu amor pelo homem, a ponto que deixasse o mundo todo à jurisdição satânica;


- Deus havia se manifestado através da natureza, por homens consagrados, por patriarcas e profetas, e agora nada disso tinha mais qualquer influência.


- Todos os meios disponíveis para a depravação da alma humana haviam sido postos em operação;


- Agentes satânicos estavam incorporados aos homens;


- esta demonstrado perante o universo que o homem, separado de Deus, não consegue erguer-se.


Apesar da aparente condenação do mundo à morte, quando se fazia parecer iminente o triunfo de Satanás, Deus ao invés de destruir o mundo, mandou seu filho com a embaixada da graça Divina. 


Através do nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo, o homem recebeu uma chance de, seguindo o seu exemplo, vencer Satanás e tornar-se semelhante ao seu criador.


Para nós, cristãos, o Natal deve trazer à memória esse quadro maravilhoso do milagre dos milagres - a encarnação do Filho de Deus.


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça , mas tenha a vida eterna.” I João 3:16.


Mais importante do que o dia ou o lugar em que Ele nasceu, é o fato de Ele ter feito isto para nos libertar do pecado, e mais importante ainda, é que ele não apenas venha a nascer em nossos corações, mas tenha espaço constante em nossa vida.


Li num adesivo no vidro de um carro nesta semana:


“Quem não dá tempo para Deus está perdendo o seu tempo.”


Ouvinte, que Jesus seja não uma imagem num presépio ou um quadro de parede; que Ele seja o meu e o seu, o nosso amigo pessoal e redentor. 


Que assim possamos viver sempre por Ele, com Ele e para Ele! Amém.


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