31.Borboritas

31.Borboritas

Gnosticismo – Século IVSem copulação diária não há salvação.

O nome “borboritas” é um termo pejorativo dado ao movimento pelos adversários da seita. Esse nome significa: “imundos”.

Os borboritas constituíam uma forte seita gnóstica cristã, que surgiu no quarto século depois de Cristo.

A seita durou até o sexto século, ocasião em que o poder temporal papal estava firmando-se. 

Porém, para que não fosse contestada a sua supremacia no mundo, a tirania papal determinou que todas as seitas fossem exterminadas da Terra e seus livros queimados.

A seita atraia muito a atenção porque suas excepcionais práticas sexuais pareciam um claro exemplo da libertinagem desenfreada dos gnósticos.


Os borboritas foram influenciados pelos ensinamentos dos nicolaítas, cujo fundador ensinava o seguinte:

– A menos que copule todos os dias, não terás vida eterna.

Os borboritas também estavam influenciados por ideias gnósticas. Para eles o mundo está separado do reino divino por 365 céus, cada qual controlado por um arconte, que deve ser aplacado para permitir que a alma prossiga em sua jornada até alcançar o reino divino.

A nossa alma desceu do reino divino passando pelos 365 céus. Então ela deve retornar, passando pelos reinos de cada arconte duas vezes. Para chegar ao mais alto mundo, um borborita redimido deveria atravessar todos os 365 céus.

Cada céu é rigorosamente guardado por um arconte. Então para passar por ele, é preciso chamar o nome secreto de um dos arcontes durante o ato sexual. Essa crença garante que cada membro da seita faça sexo com uma mulher pelo menos 730 vezes.

Durante a cerimônia de liturgia sexual esfregavam as mãos em fluídos corporais – sangue menstrual e sêmen – bem como o consumo deles como uma forma de eucaristia. 

A ideia era que os seres humanos possuem uma semente divina presa dentro do seu corpo físico, e deve ser liberada para que possam voltar para os reinos mais elevados. Esta semente é transmitida através do sêmen e do sangue menstrual. Fato que justificava serem chamados de “imundos”.

Embora fossem libertinos, os borboritas proibiam a procriação, e para evitar que as mulheres da seita engravidassem, os homens praticavam o“coitus interruptus”.

Porém, caso alguma mulher da seita engravidasse extraiam seu feto para consumo em cerimônias especiais. Esse pensamento ocorria porque permitir que a semente de desenvolva no útero da mulher é perpetuar o ciclo de aprisionamento das almas.

Durante a liturgia sexual, os borboritas liam os seguintes livros:

“Noreia”, “Evangelho da Perfeição”, Evangelho de Eva, Pequenas Questões de Maria, Grandes Questões de Maria, Os Livros de Sete, o Apocalipse de Adão, o Nascimento de Maria, Evangelho de Felipe etc.

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